Como preparar meu filho pequeno para a chegada do bebê?

Hoje é dia do irmão e nada melhor do que tirar esse dia para ensinar vocês mamães a preparar o irmãozinho mais velho para a chegar do bebê. A psicologa Penelope Leach, explica para gente todos os preparativos necessários, confira:

Não se preocupe demais achando que seu filho mais velho vai ficar arrasado com a chegada do bebê na família. Ao mesmo tempo, porém, não espere que ele sinta a mesma felicidade que você. Ter bebê é coisa de adultos. Por seu lado, as crianças são apenas obrigadas a aguentar, e não necessariamente a gostar da nova situação (e geralmente elas não gostam!).

Há grávidas que observam que o irmão mais velho já fica irritado só de ver a mãe segurando algum outro bebê no colo. Realmente é muito difícil admitir que nosso amado filho tenha raiva e inveja do irmãozinho. O que acontece é que eles acabam fingindo, para si próprios e para a criança também, que todos estão animadíssimos com a vinda de mais um membro da família. Não é de surpreender que isso não funcione.

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Imagine como você se sentiria se seu marido um dia voltasse do trabalho com o anúncio de que terá uma segunda esposa: “Logo logo vou trazer a nova mulher aqui para casa, porque acho que assim você sempre vai ter companhia. Ah, e preciso que você seja uma ‘menina grande’ e me ajude a cuidar dela”.

Quando as pessoas que amamos são suficientes para nós, queremos que nós sejamos suficientes para elas; se elas buscam mais alguém, nos sentimos descartados e com ciúme.

Nesse cenário todo, sua tarefa é aceitar o fato de que um menininho de 2 anos, por exemplo, também terá sentimentos contraditórios. Claro que você pode minimizá-los investindo em carinho e atenção máximos. Quando voltar do hospital, por exemplo, deixe que outra pessoa carregue o bebê para que seus braços estejam livres para abraçar o irmão mais velho. Peça ajuda dele para pegar fraldas ou até escolher a roupinha do bebê.

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O mais importante de tudo é que o estado emocional dele esteja o melhor possível para lidar com a transição.

Relações sólidas com os pais e com as pessoas responsáveis por cuidar dele no dia a dia auxiliarão no período de ajuste à chegada do bebê. Dessa forma, evite grandes batalhas à medida que o parto se aproximar, mesmo que isso signifique adiar o desfraldamento ou deixá-lo por um pouco mais de tempo com a chupeta.

Será inevitável que você tenha menos tempo para o filho mais velho logo nas primeiras semanas após o nascimento, então ele precisa de um “reforço” das outras relações. Quanto mais ficar com o pai, melhor. Casa dos avós também costuma ser um ótimo refúgio longe do bebê e com olhares de amor exclusivos.

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Cuidado para não exagerar na dose das mudanças, porque, acima de tudo, a rotina trará tranquilidade para seu filho. Mandá-lo, por exemplo, para uma creche nova poderá passar a ele a impressão de abandono. O mesmo vale para o berço. Se você decidir transferi-lo do berço para uma cama bem na época do nascimento do bebê, ficará a sensação de que você tirou o lugar dele para dar ao outro filho.

Fonte: Babycenter

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