Tudo sobre o primeiro trimestre da gravidez

Tudo sobre o primeiro trimestre da gravidez

O teste deu positivo, você descobriu que está grávida e contou a notícia pra família toda. Mas junto com todas as emoções, chegam também as dúvidas: “Será que o meu bebê está bem? E agora? O que devo fazer?”. Além de toda a comemoração e do momento de montar o enxoval e preparar o ninho, é hora de se cuidar também. E o primeiro trimestre de gestação costuma ser o que mais preocupa as mães e pais de primeira viagem, afinal é um período fundamental para todo desenvolvimento do bebê. Nesse momento, podem surgir várias alterações até a formação completa, que acontece na 14ª semana. As transformações são muito grandes, tanto para o filho, quanto para mãe.

O risco de sangramentos e abortos também costuma ser maior no primeiro trimestre da gravidez, atingindo cerca de 15% a 20% dos casos. Mas esta fase não deve ser sinônimo somente de preocupações. Procurar um obstetra para acompanhar a sua gestação de perto é o primeiro passo. Ele será o responsável por identificar possíveis complicações e te ajudar com tudo o que vai acontecer dentro da sua barriga até o momento do parto. Essa ação preventiva é a melhor maneira de evitar o desenvolvimento de doenças que possam prejudicar a gravidez. Se a mulher apresentar algum sangramento deve ser bem avaliada, pois o repouso e as medicações específicas podem contribuir para que a gestação evolua bem. Por isso, os exames pré-natais devem ser feitos por todas as gestantes, independente de gravidez de risco ou não.

É importante também o uso de ácido fólico, para evitar malformações no feto. Verifique com seu médico a dosagem de suplemento recomendada. Não deixe de realizar os exames de sangue para detectar doenças como toxoplasmose, sífilis e HIV, pois quanto mais precoce a detecção, mais eficaz será o tratamento – e com menor risco de transmissão ao feto.

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Mudanças no corpo

As emoções ficam à flor da pele, não tem jeito! Tudo isso por causa dos hormônios que sofrem fortes alterações. Com isso, vem a sonolência, o desânimo, aumento de apetite e por aí vai. Mas não se preocupe, é uma reação natural do seu corpo ao turbilhão de mudanças em que você está vivendo.

Ainda que as principais mudanças do período ocorram por causa dos hormônios – possibilidade de gases, intestino preso e enjoos, devido à progesterona; com o passar das semanas já é possível perceber algumas alterações no corpo feminino, como o aumento das mamas, o escurecimento das aréolas e, a partir das 12 semanas, o útero sai da pelve e já começa a se transformar em uma barriguinha, ficando mais perceptível para as outras pessoas. Outras mudanças notáveis são o aumento do volume das mamas e o escurecimento da aréola.


Pode ou não pode?

Conforme a gestação evolui, alguns cuidados são necessários para que o período seja tranquilo tanto para a mãe quanto para o bebê. Em cada etapa são várias mudanças no corpo e no comportamento da gestante. Por isso, existem algumas dicas do que você pode fazer ou não no primeiro trimestre.

Para diminuir as chances de qualquer problema no início da gravidez, é importante limitar a ingestão de cafeína, evitar saunas e termas. Também deve-se evitar qualquer quantidade de ingestão de álcool e nicotina. De resto, vida normal! Você também pode realizar atividades físicas até três vezes por semana, com duração de 40 minutos a uma hora.

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Exames em dia

No primeiro ultrassom, realizado com cerca de 4 semanas de atraso, só é possível ver o saco gestacional. Na semana seguinte, já dá para observar a vesícula vitelínica, que é essencial para a formação do embrião. Com seis semanas, vai aparecer o embrião e já teremos batimentos cardíacos. Três semanas depois, o embrião vira feto e já começa a se formar os bracinhos. Na 11ª semana há a definição do sexo.

Logo na primeira bateria de exames, é preciso fazer a tipagem de sangue ABO e Rh, hemograma, detecção de doenças como diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatite, HIV 1 e 2, cultura de urina e exame de fezes.

Pouco tempo depois, será feita a avaliação obstétrica inicial transvaginal, que verifica se o embrião está bem implantado no útero, o número de fetos e placentas (vai que chega mais de um bebê por aí!) e o tamanho do embrião, que é a melhor forma de constatar a idade dele. É neste exame que você verá pela primeira vez o coraçãozinho do feto.

A partir da 8ª semana, pode ser feita a sexagem fetal, que permite descobrir o sexo do bebê bem antes do nascimento.

A partir da 9ª semana:

– NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): funciona como a forma mais sensível de rastreamento de síndromes cromossômicas. É um dos exames mais recentes e inovadores que não traz risco para o feto e por meio do sangue consegue detectar 99% dos casos de síndrome de Down.

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Entre a 10ª e a 14ª semana:

– Fração livre BHCG : se realizado junto com o morfológico, esse exame é o mais comum para detectar a síndrome de down, tendo taxa de detecção de 96%.

– PAPP-A e PLGF: a pré-eclâmpsia é uma das principais responsáveis por morte materna, prematuridade e baixo peso ao nascer. Para evitar possíveis complicações, o morfológico do primeiro trimestre é associado o doppler de artérias uterinas, a medida da pressão arterial materna e os marcadores bioquímicos sanguíneos (PAPP-A e PLGF).

Entre a 11ª e a 14ª semana:

– Morfológico do primeiro trimestre: rastreia síndromes genéticas com taxas de detecção de 90% dos casos de síndrome de Down, além de outras malformações. Nessa fase, você já poderá ver algumas partes do corpo do bebê, como mãos, pés e boca.

– Avaliação do colo uterino via transvaginal: esse exame avalia os riscos de parto prematuro pela medida do colo uterino.

– Biópsia de vilo corial: é um procedimento ambulatorial feito por meio de agulha guiada por ultrassom, onde são retirados fragmentos placentários para avaliação da composição genética do bebê. Indicado em caso de alto risco para síndromes genéticas ou malformações estruturais.

Fonte: Revista Pais&Filhos


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